terça-feira, 16 de novembro de 2010

Efeito Rotativo das Forças – 9º A

As aulas de Ciências Físico-químicas são normalmente consideradas, pelos alunos, como sendo difíceis e muito complicadas.

Uma das formas de desmistificar estas ideias é mostrar aos alunos a aplicabilidade desta disciplina, no dia-a-dia.

Aproveitando o subtema Efeito Rotativo das Forças e depois de o ter introduzido numa aula e de ter explicado aos alunos que a grandeza física que nos informa acerca do efeito rotativo das forças é o momento de uma força, convidei os alunos a deslocarem-se até ao recinto escolar, onde se encontrava um carro. (Apesar de não serem permitidos carros no recinto escolar, este encontrava-se lá propositadamente e por uma boa causa!)

No local, com uma ficha de orientação e com o meu auxílio, cada aluno tentou descobrir as variáveis de que depende o momento de uma força.

Pedi aos “mais fortes” para desapertarem o parafuso de uma das rodas do carro, entregando-lhes uma chave de caixa, sabendo que, em princípio, nenhum deles iria conseguir desapertar o parafuso, dado que se encontrava muito apertado e que o braço da chave não era suficientemente grande para fazer rodar o parafuso com a força que eles iriam aplicar.

Convencidos de que estavam à altura do desafio e confiando na sua força, a Maria, o Mário e o António, sentiram-se um pouco desiludidos, por não terem conseguido desapertar o parafuso do pneu. O Adriano desapertou-o, mas com muito custo!!!

Os restantes alunos lá iam tomando notas, na ficha fornecida.

Foi então que solicitei à aluna mais franzina da turma, para desapertar um parafuso, que ainda não havia sido desapertado. Entreguei-lhe um tubo com o propósito de aumentar a distância entre a linha de acção da força aplicada e o ponto de rotação. Pois é….sem grande esforço, a Inês desapertou o parafuso e, em tom de graça, disse que nas férias iria trabalhar a mudar pneus, numa oficina.

O importante disto tudo, é que para além de terem gostado da aula, no final, todos compreenderam que o valor do momento de uma força depende de duas coisas: da intensidade da força exercida e da distância, medida na perpendicular, entre a linha de acção da força e o ponto/eixo, em relação ao qual o sistema pode rodar.


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